domingo, 3 de outubro de 2010

FELIZ 2011

Desejamos que em 2011 você seje ainda mais feliz que em 2010.

Desejamos que você encontre alegria em coisas simples, que ria de qualquer coisa, que agradeça pelos bons momentos, e aprenda com aqueles não tão bons.

Desejamos que você passe mais tempo com seus amigos, família e com você mesmo.

Desejamos que em 2011 você busque, encontre e aproveite as oportunidades e conquistas!!


Estamos atualmente em uma nova aventura: construindo nossa casa!

Mas sempre sonhando e planejando a futura viagem, que sempre será a nossa segunda casa...em algum lugar do mundo...

Abraço a todos,

Rafinha e Mané.



domingo, 19 de setembro de 2010

De volta para casa











Chegou a hora de voltar para casa.
Estamos chegando nesta segunda a Floripa, e convidamos a todos a participarem do churrasco na Marina Ponta Norte, na Ponta das Canas, na próxima quarta, dia 22 de setembro.
Obrigado meu Deus por mais um ano mágico em nossas vidas!!!
Mané e Rafa

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Enquanto isto na Italia...

A Gabi ficou em Paris por mais duas semanas para depois retornar ao Brasil, e eu segui viagem. Agora para a Itália, sonho antigo é verdade... mas foi graças ao empurrãozinho da Karina e do Lucas (ela minha amigona desde época de colégio), que eu comprei a passagem e fui conhecer a casa deles na Itália, na cidade de Cesena. Eles estariam no Brasil, de férias, então disponibilizaram a casa pra eu tomar como base e conhecer outras cidades da Itália.
Agora eu estava sozinha na estrada, uma mistura de adrenalina e emoção. Ainda em Paris, na casa da Gabi, eu tirava algumas horas por dia para organizar minha viagem, já estava tudo programado...hosteis reservados e datas agendadas. Nestes meses de alta temporada tava tudo lotado, então reservei tudo com antecedência, conseguindo hosteis bem localizados a preços ótimos.
Cesena ficava num lugar que parecia distante olhando no mapa...mas seguindo todas as instruções da Ka, consegui depois de avião, trem e caminhada, chegar na pitoresca cidade onde a Ka e o Lucas moram. Daí entendi porque eles não querem mais sair de lá...um encanto de cidade! Daquelas bem italiana, com ruelas estreitas, flores nas janelas e todos andando de bicicleta...falando alto e fazendo saudações. Peguei a bicicleta da Ka, que tinha cestinha e tudo e saí pedalando...fui me perdendo e quanto mais eu me perdia mais eu gostava...fui descobrindo as sorveterias, os bares, o mercado, a internet, a igreja, a avenida principal, as edificações históricas, os cafés...
A minha vontade era ficar mais tempo em Cesena, mas o meu tempo já não era tão longo e eu tinha um bucado de cidades pela frente...
Então peguei o trem e fui para Veneza. Que emoção!! Eu estava em Veneza, eu não acreditava...Peguei o telefone público e liguei para o Mané e falei que eu estava na Barra da Lagoa da Europa...e ele só ria.
Fiquei num Hostel Camping, o quarto que reservei era uma tenda de lona (uma barraca grande) com dois beliches, mas as pessoas da recepção foram com a minha cara e me botaram sozinha num bangalô com ar condicionado e banheiro privativo, pelo mesmo preço, não reclamei. O Hostel Camping tinha uma super estrutura...piscina, supermercado, restaurante, internet...mas não deu tempo de aproveitar muito, pois eu passava os dias me perdendo em Veneza que é indescritível, só indo lá pra ver o quanto ela bonita, exótica e apaixonante.
Deixei Veneza maravilhada, e fui de trem para Florença. Esta cidade sim, eu criava muita expectativa, tantas vezes me imaginei lá, e agora era verdade, eu estava em Florença!
Fiquei novamente em um Hostel Camping, desta vez fiquei mesmo na tenda, e por sorte me colocaram numa sozinha. O Hostel Camping para quem não conhece tem uma estrutura igual a um hotel cinco estrelas, a única diferença é que se dorme em barracas de lona com beliches e o banheiro é um único para todos (feminino e masculino separado). Experiência aprovada, noites super confortáveis.
Realmente Florença é um museu á céu aberto...as esculturas em mármore branco são coisas surpreendentes, foram esculpidas superdimensionadas e com as proporções perfeitas a de um corpo humano. Florença é uma cidade mágica, cada esquina tem um detalhe para observar, as construções são todas em pedra e robustas, criando um estilo bem particular. Caminhei em todos os cantos possíveis, os sorvetes...provei quase todos os sabores, só para ter certeza se é mesmo o melhor sorvete do mundo...por enquanto para mim era!
Depois de Florença, peguei novamente o trem e fui para Cinque Terre, que é um Parque Nacional, famoso pela sua trilha a beira de um penhasco que passa por cinco vilas, todas com casinhas coloridas encrustradas nas montanhas, um visual realmente diferente de tudo o que eu já tinha visto, um lugar que parecia um sonho!
Fiquei num hostel nas montanhas...uma delícia, parecia uma fazenda, parrerais por todo o lado e cheirinho de pão no forno logo cedo. Eu pegava um ônibus (Green Bus)que levava quinze minutos para chegar no Parque, este caminho já tirava meu fôlego, o ônibus tinha que descer o penhasco sinuoso em ruas estreitas, eu olhava atentamente para baixo, o mar azul cristalino dominava a cena. Chegando no Parque eu tinha a opção de seguir as cinco vilas de trem, ou caminhando. No primeiro dia optei ir de trem, fui curtindo o visual, em alguns trechos o trilho passava por túneis dentro das rochas e o restante da viagem o trilho ficava na beira do penhasco, com o mar Mediterrâneo ao seu lado. Na volta fui parando em todas as vilas, descia do trem e ia conhecer a fundo estes lugarejos que são fantásticos, realmente incríveis!
No outro dia fui caminhando através da trilha, que é totalmente cercada e orientada, os visuais são maravilhosos, de um lado a montanha verde com casinhas umas coladas nas outras, e no outro lado o mar. Peguei dias com chuvas e mesmo assim fiquei encantada, imagina curtir este lugar com sol...com certeza vou voltar...e com o Mané.
Era hora de ir, deixei Cinque Terre pensando que poderia ter curtido mais, com certeza é um lugar para se ficar no mínimo cinco dias, para poder também aproveitar as praias. Agora eu ia seguir para o meu destino final, Roma, mas antes fiz uma parada em Pisa, para ver a Torre e conhecer a cidade de Lucca, que é uma cidade Medieval toda murada, e com as edificações em pedra.
A Torre de Pisa é realmente um espetáculo, ela é torta mesmo, e a noite é mais bonita ainda por ser toda iluminada, a cidade não tem grandes atrativos, o que realmente faz ela ser famosa é ver a Torre e ter a sensação de que ela vai cair.
Lucca é uma cidade encantadora, está a meia horinha de Pisa, cheguei bem cedo e aluguei uma bicicleta já na entrada principal da cidade e passei o dia todo pedalando. É muito interessante, porque para qualquer direção que você pedala, ao chegar nos extremos , sempre vai dar de cara com o imenso muro que limita a cidade. E dentro das muralhas tem uma cidade que parece cenário de filme, só falta mesmo as carruagens e as mulheres com aqueles vestidos enfeitados e leque na mão.
Roma! Cidade impressionante, as ruínas do império Romano estão espalhadas por toda cidade fazendo dela um monumento, é assim que se pode descrever Roma, ela por si só é um monumento!
O Coliseo foi para mim, a ruína mais impressionante que vi em toda a viagem, e sabendo de tudo o que se passou ali, se torna muito mais emocionante olhar para ela! Para tudo que se olha nesta cidade é uma emoção, a grandiosidade das edificações parece que torna o ser humano pequeno, e assim você começa a imaginar como e por quanto tempo as edificações foram esculpidas de uma maneira tão perfeita, sem máquina, somente com a mão e força humana.
Mais uma etapa da viagem foi finalizada, eu tinha feito a minha Europa, satisfeita e feliz agora eu seguiria novamente para Portugal, ao encontro do meu Amor.
Obrigada Ka e Lucas!
Obrigada Mami e Papi, que estiveram comigo viajando junto!
E obrigada Amor da minha Vida!
Obs/ em breve video com fotos.

Enquanto isto em Paris...

O que falar de Paris?
Sabe aqueles lugares que você cria muita expectativa, e quando chega...não era tudo aquilo que você imaginava...
Paris não é assim.
Paris superou minhas expectativas.
Já no avião deu pra ver a Torre Eiffel, pode ser tolice...mas bateu uma emoção.
Agora eu estava sendo orientada pela Gabi, ela conhecia bem a cidade e o melhor de tudo, falava francês. Chegamos na casa do Jean (namorido da Gabi) , que me recebeu super bem, comprou colchão e pintou o banheiro, um querido.
Estávamos em Paris, e eu estava na melhor maneira, convivendo com franceses, assim eu conheceria melhor a cultura, também os lugares não turísticos e a comida típica. E foi assim durante as duas semanas que fiquei com eles.
A Gabriela se tornou cozinheira profissional, além dos pratos que ela aprendeu quando trabalhou como chefe de cozinha na Austrália, agora sabia algumas receitas francesas, como a famosa torta de Batatas com Bacon e a Raquete (não sei se é assim que se escreve, mas o que importa é que é bom demais...). Ahhhh...também tinham os pratos brasileiros, dos quais o Jean adorava, então íamos variando um a um, dia após dia.
Paris é uma cidade totalmente VIVA, tem milhares de coisas para fazer, pra ver e pra inventar...
Pode-se sair a qualquer hora do dia, sempre vai ter uma multidão nas ruas...mas a cidade fica mais bonita realmente é a noite, quando se pode ver um burbilhão de pessoas fazendo pic nic nas margens do Rio Sena, ou simplesmente caminhando pra lá e pra cá, curtindo as noites quentes do verão. Paris tem uma energia envolvente, da pra sentir que ela está em harmonia, ela é grande mas ao mesmo tempo se torna pequena, pois tudo está conectado e se pode chegar caminhando.
Os supermercados são incrivelmente baratos, é verdade...come-se os mais variados tipos de queijos e bebe-se os melhores vinhos a preço de banana. Até os restaurantes tem um preço justo. Fomos em um que se localiza no Bairro Saint Michel, paguei 10 euros e veio uma entrada de escargô (também não sei como se escreve, mas não gostei muito não...), o prato principal era carne cozida no vinho com batatas e uma sobremesa. O bairro Saint Michel é um charme, é lá que se encontram os restaurantes e pubs com uma decoração bem típica francesa, tudo com florzinha, tudo pequenininho e bem característico, uma delícia caminhar a noite por lá.
De dia eu e a Gabi saíamos para passear, um passeio que durava o dia todo, já que o Jean estava trabalhando (alguém tem que trabalhar neh)...ela ia me mostrando a cidade Parisiense. Já no metrô era uma diversão, observávamos cenas interessantes e engraçadas, um corre corre dos mais diferentes tipos de pessoas, ali sim tinha um pedaço de cada mundo. Alguns metrôs eram novos e tinham ar condicionado mas a maioria eram velhos, com paredes amarelas e estofados roxos, tocadores de gaita de mão agitavam as viagens, teve um dia que a Gabi começou a bater palma acompanhando a música, e todos começaram a bater também, foi contagiando todo mundo e os sorrisos começaram a aparecer, nunca rimos tanto em toda nossa vida!
Não cansávamos de passear...cada dia era um lugar novo e até repetimos os lugares, mas em horários diferentes, então sempre pegávamos uma novidade...um show na praça...o sol na fachada...entrada gratuita...e até frio pegamos.
Por falar em entrada gratuita, fomos no Museo do Louvre no primeiro domingo do mês (que é de graça), tinha uma multidão mas valeu a pena...vi a Mona Lisa de longe, tava bem difícil de chegar perto de tanta gente que tinha.
A Torre Eiffel ? Ahhh a Torre Eiffel...realmente um espetáculo! Subimos nela até o topo no entardecer, então pegamos ela toda iluminada...e ver a cidade lá de cima à noite é realmente incrível!!!
O passeio de barco pelo Rio Sena foi para mim um dos melhores passeios, mas tem que ser a noite. A cidade é vista em outro ângulo e tem um guia turístico que vai falando da história de cada lugar.
Certo dia a Gabi me levou para conhecer uma outra cidade bem perto de Paris, Saint Germain in Laye. ENCANTADORA! Parece uma cidade de boneca, bem pequena e toda bem decorada, as docerias são um espetáculo a parte, tortas e bolos que parecem obras de arte. As lojas e boutiques tinham produtos muito diferentes, decoração pra casa, roupas, acessórios, tudo bem criativo...um dia ainda volto pra Paris com uma mala vazia.
Ainda bem que deixamos o Chateau de Versalles por último, porque é tão maravilhoso e assim pudemos fechar Paris com chave de ouro. Se eu ficar aqui contando todos os lugares que fomos o texto que já está grande vai ficar maior ainda, então vou deixar as fotos falarem por si.
Obrigada Gabi e Jean, pela hospitalidade e por me apresentarem Paris da melhor forma possível! AMEI!

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Saying Yes



Captains Log, Mediterranean sea, South of Spain, summer 2010

As we steam towards Ibiza, our final destination of 2010, I reflect on the last few years sailing with Mane and Rafa: We have now sailed some 8000 miles together, over 12 countries, 4 seas, countless dolphins and rainbows, both the equator and the Greenwich meridian. That’s some history. After all this time together, the more I know about my Brazilian friends, the more I like.

Travel is not always easy, but Mane and Rafa have a strong partnership through all the curves. Strong in their commitment to each other, they are brave enough to take risks, and create their own unique reality. Thiers is a dynamic yet secure Love. An inspiration… The kind I wish for myself.

Mane and Rafa have a keen sense of adventure, backed up by an un-failing positive attitude. For Mane, life is always 6 foot and perfect, (even when it isn’t). Because they believe they can do anything, they do... Just look at them go.

In this we are the same, even though I hide mine behind a sailor’s superstition, I too believe in the power of the mind, and it is the key to our friendship. Here, at the end of our second major journey together, I am reminded of our first meeting, and the immediate recognition that we were alike in these ways:

It was Nuku Hiva, in the Marquesas islands. Mane and Rafa had just stepped ashore after 30 days at sea on a leaky boat with no shower and no proper bed. They looked like hell. After a shower and a shave, the difference was so striking, that I approached them and learned their story. They had had one of the worst passages I had ever heard of, with endless boat problems, a crazy captain, and inhuman conditions, but… “it was really nice” were Mane’s exact words. Always ready to look on the bright side, and learn something, I could see these were my kind of people.
At the time, I had come to the Marquesas to rescue my sister’s little boat, which had broken its anchor and washed ashore. I hoped to salvage her, and sail her 800 miles to Tahiti, where I could provide it a better home. First though, I had to build a new rudder for her, as hers had been destroyed in the shipwreck… The Marquesas is no place for major repairs of anything- most people go around on horseback, and supplies are nearly impossible to get. My chances of success looked very remote and unlikely. I had started to wonder if such an undertaking was even possible…

“No man, we can do that” Were Mane’s words… Here was a man just off a major ocean crossing, no money left, doesn’t know the place, or speak the language, has no tools, and nothing to gain from helping a stranger, and he wants to jump right in and help me build a new rudder… I tried to talk him out of it- didn’t he even want a few days to rest after his ordeal? But Rafa just rolled her eyes and sighed “don’t worry, he likes that”…


We found a backyard work-shop surrounded by mosquitoes and wild chickens to work in, bought some marine plywood, found someone willing to sell us some epoxy, and went to work. In less than a week we had the basic form of a new rudder built, and a solid new friendship was made.

Although Mane and Rafa had to leave the island before we fit the rudder to the boat, I continued with the momentum they helped me start, and went on to sail little “Laura Belle” to Tahiti as planned. It was one of the greatest adventures of my life. Id like to share here an excerpt from my log of that trip, as it is this characteristic, above all else, where I find common ground with Mane and Rafa: The ability to not only to say “we can” but to believe “we will”:

SAYING YES


You get a lot of time to think when you are alone at sea on a small boat, with few distractions but the water rushing by, and the stars at night, standing on deck alone and insignificant on the wide ocean, naked, peeing into the full moon...

The downhill run to Papeete is a classic one, sailing right into the southern cross, It took 8 days to sail from the Marquesas to Tahiti, and in that time I experienced every emotion in the rainbow, from sheer terror, to sadness, to un-controllable mirth. I purged every dark corner of my mind, with nowhere to run from the truth, and came away cleansed, lighter, and much much stronger.

I realise now that I have shed almost all my fears. I am not afraid of dying, and I am not afraid of being alone. Actually, my life is wonderfully streamlined when I am left to my own devises. I am not afraid of being judged. I am not afraid of what I do or do not have. My idea of success is not based on money, but rather on the ability to wake up and say "yes, lets go to the waterfall today". The idea that freedom IS the end goal, and that money is just a means to that end, and that if you are not careful to make the distinction, the chasing of money can actually take away from that freedom- the means becomes the end.

By that measure, my life so far has been a smashing success, and the only thing that scares me anymore is letting this crazy, beautiful life pass me by. No matter how hard I try, I will only have a fraction of the adventures I would like to. I will only see so many sunsets, I will only surf so many perfect waves, and may only get one chance to risk everything for Love.

Saying yes becomes more urgent as we get older, yet harder and harder to say. Life thunders by, and dreams are crushed beneath the wheels of time. I find that not being afraid is a tremendous freedom in itself. I will remember to say yes, more than just 'whenever possible', for it is at these times when I am most alive.

Who said, "our greatest fear is not that we are weak, but that we are powerful beyond measure" ? That hits the nail on the head... I don’t know where this crazy, stormy, leaky boat of a life is headed, but I sure know that its beautiful out here under these stars...


The world is filled with un-tapped adventure, but it takes two to really see the benefits of saying yes -its not as much fun to go to the waterfall by yourself. Mane and Rafa have each other. While I may not yet have a life partner to share the dream, I know I have been blessed with friends like these. Friends willing to take a leap of faith, meet me at the ends of the earth, and turn these dreams into reality.

Thanks guys. Up up and away!

Dupla em Marrocos

O Blog ficará algum tempo sem atualizaçao ate conseguirmos encontrar algum cyber café em Marrocos.
Abraço
Manuele Rafaela

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Enquanto isto na Espanha...

BARCELONA
Finalmente eu estava na Europa, lugar onde tanto sonhei estar. Não somente pelo fato de estar num mundo velho cheio de história, e também não somente pela sua arquitetura transbordante, mas sim, pelo simples fato de eu poder caminhar em suas grandes avenidas e em suas pequenas vielas, “sem rumo”, e a cada esquina ir descobrindo um novo mundo.
Depois de tudo o que eu havia passado por mar, mais uma vez eu tinha a prova de que o bom de ter sonhos grandiosos, é que eles podem ser realizados.
O Mané voltou a Portugal, feliz de eu ir realizar meu sonho e eu mais feliz ainda por ele ser o meu grande incentivador, em quanto isto eu recebia a Gabriela, minha grande amiga e parceira que assim como eu tem “sede” de viajar, e agora, estávamos juntas para a realização deste sonho.
Barcelona era o começo da aventura. Há mais de cinco anos atrás, o que eu idealizava era ver ao vivo e a cores o que eu via nas transparências na sala de aula da faculdade de Arquitetura, e agora eu estava frente a frente com os famosos “castelos de areia” de Antonio Gaudi.
Planejamos passar sete dias em Barcelona, onde pudemos conhecer os principais lugares e também desfrutar de certos prazeres, como ir no mercado público “La Boqueria” e provar com calma os mais diferentes tipos de comida e bebida oferecidos ali naquela fantástica exposição alimentícia que mais parece um museu de cores e sabores. Foi aqui que o mundo da degustação se abriu para mim, um dia eram tapas das mais variadas combinações, no outro, petiscos de frutos do mar, ou ainda, jamon no espetinho, entre eles uma cerveja com suco de limão, que por sinal, muito boa a combinação, e para finalizar...impossível finalizar...
Caminhar no bairro Gótico é impressionante...as varandas são amontoadas, distanciadas entre si a menos de um metro, com suas roupas a secar em meio a labirintos mal iluminados, as cores variam de cinza escuro a cinza claro, e isto tudo cria um cenário de filme, realmente impressionante saber como as cidades vão criando formas jamais imaginadas. Nas ruas não passa carros, os prédios romanos construídos com pedras destacam que ali é o lugar mais antigo de Barcelona, e as lojinhas que vendem os lindos artesanatos garantem vida e charme para este bairro que é realmente fantástico.
Caminhar em Barcelona é assim: surpresas a toda hora.
Certo dia pegamos o metro e fomos para o lado norte da cidade conhecer o Parque do Labirinto de Horta, que é o jardim mais antigo de Barcelona. Era ali, que há muito tempo atrás a Corte fazia recepções para a família Real, e o mais divertido deste jardim, é o Labirinto Vegetal, com paredes verdes de até três metros de altura, onde eu e a Gabi tentamos nos perder.
Um espetáculo imperdível: Fountain Montjuic. Depois de um dia absurdamente quente e de grandes caminhadas pela cidade, sentamos nas escadarias de frente para a Fonte, que foi construída em 1929 para uma exposição universal. O sol estava se pondo, e as cores no céu variavam de azul celeste a tons avermelhados, milhares de turistas do mundo todo estavam ali esperando pelo grande show. Enquanto a noite chegava, as águas da grande Fonte dançavam com a música, toda iluminada com raio laser, um espetáculo de cores, difícil de descrever de tão maravilhoso e hipnotizante.
E o que falar das obras do arquiteto espanhol Antonio Gaudi?
Que para mim foi o supra sumo de Barcelona!
De início pensei: mesmo muito louco este Gaudí, criar uma arquitetura tão, tão, tão...especial...diferente...arrojada...inspirante...grandiosa...cheia de detalhes e símbolos...
Foi mesmo destemido!
O que será que ele pensava?
E assim, a medida que começamos a entender o que ele pensava, começamos a se apaixonar ainda mais pelas suas obras. Na arquitetura nada se cria, tudo se copia...pois é...ele copiava a natureza. Tudo na natureza era a sua grande inspiração: uma árvore, um pássaro, as frutas, as ondas do mar, as cores...
Então tudo começava a fazer sentido, podíamos ver a natureza em suas obras, nas formas físicas mas também nas soluções técnicas como o conforto térmico e cálculos estruturais. E de louco ele passou a ser talvez o menos louco.

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VALENCIA E SEVILHA

Pegamos o ônibus às 9h e em quatro horas já estávamos em Valência, a cidade da Espanha conhecida pela sua original Paella e também pelas grandiosas e contemporâneas obras do arquiteto Santiago Calatrava.
O hostel onde ficamos era bem estruturado e super bem localizado, o inconveniente era o quarto sem ar condicionado, estávamos no auge do verão europeu, o calor era sufocante...mas seriam somente duas noites.
Saímos do hostel decididas a assistir a um show de Flamenco, pegamos o mapa da cidade e saímos a procura, estava anoitecendo e cada vez ficava mais difícil de nos localizarmos...as ruelas do centro histórico eram labirintos, andávamos sem medo de nos perder, encantadas pelos milhares de cafés, pubs, lojinhas e bares...que davam todo o charme para a cidade. As luzes artificiais iam se ascendendo, deixando ainda mais bonitas as edificações feitas de pedras, o tom amarelo ouro se destacava, e tudo era lindo de olhar. Encontramos finalmente um pub com apresentação de Flamenco, a entrada dava direito a uma taça de vinho, e bem contentes conseguimos a primeira fileira de frente para o palco. As luzes se apagam, o cantor entra no palco e começa o espetáculo, a música parecia entrar nos ouvidos e tocar a alma, mas quando a dançarina sobe no palco e começa a sapatear no tablado, daí sim que dá um frio na espinha, o som do sapateado invade o ambiente, todos na platéia param de respirar tentando absorver toda a cena, que mistura dança, música e teatro, e que emociona realmente.
O céu estava totalmente azul, dia perfeito para visitar a "Cidade das Artes e das Ciências", que é um complexo cultural e artístico, com obras geniosas do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, que projetou e construiu inúmeras obras por toda a Europa, como pontes, estações, aeroportos, escritórios, hotéis, praças e etc. A cada olhar era um suspiro, as obras se contrastavam com as edificações históricas de ontem à noite, era um mundo a parte, um mundo que também tinha sua beleza. Ali, antigamente passava o rio Túria, ele foi desviado, sendo preenchido por espaços verdes como parques, jardins, quadras esportivas e pela Cidade de Calatrava, ali também morava um senhor, que nos chamou e contou sua história..."Eu morava aqui, numa chácara onde plantávamos de tudo, exatamente onde era a minha casa hoje é o cinema 3D, da cidade das Artes e das Ciências"...ele contava com orgulho, feliz por sua cidade possuir um dos complexos mais modernos do mundo. E nós, mais felizes ainda em poder conhecer o antigo morador do cinema 3D IMAX, onde fizemos questão de assistir um filme e se deliciar com o ar condicionado.
Mais um dia para se perder no centro histórico de Valência, esta cidade que lutou contra os Mouros é mágica, dentre suas edificações mais bonitas estão a Catedral, Torres de Serrano e Torres de Quart...lindas a noite e lindas de dia...especialmente acompanhada de uma paella.
De Valência a Sevilha seriam 9 horas de ônibus,transporte mais econômico entre essas duas cidades, então resolvemos viajar a noite, assim já economizaríamos uma pernoitada em hostel.
Chegamos em Sevilha eram 6h da manhã e seguimos direto para o hostel, deixamos nossas malas na recepção e já caímos na caminhada. A Catedral de Sevilha, considerada uma das maiores do mundo, é linda por fora, e mais maravilhosa por dentro, mal começávamos a conhecer a cidade e já estávamos apaixonadas por ela.
A cada esquina era uma parada para fotografia, esta cidade que é um grande centro multicultural, possui muitas lojas de artesanato, destacando as cerâmicas que além de serem usadas nas fachadas das edificações também são usadas como louças e utensílios.
Sevilha foi por muitos anos a primeira porta de entrada para a Europa, as especiarias vindas das Américas eram ali examinadas, na "Casa de Contratación", então pode-se imaginar o quanto de coisas ali ficou, enriquecendo a cidade. Hoje ela é considerada patrimônio da Humanidade, não somente pela sua riqueza, mas também pela sua arquitetura, arte e cultura.
Acordamos cedo e fomos conhecer o outro lado do Rio Guadalquivir, e encontramos um paredão com casarios coloniais em toda a extensão do rio, charmosos restaurantes e bares, dava vontade de sentar ali e não sair mais de tão aconchegante que era, combinamos de voltar no fim de tarde, onde caminhamos na beira do rio, curtindo a paisagem e a Torre de Oro, que com o sol batendo nela, ficava ainda mais bonita. E assim íamos descobrindo Sevilha, encantadora.
Pegamos o trem, que passa bem no centro da cidade e fomos na Praça da Espanha , que tira o fôlego de tão maravilhosa, as edificações medievais c ontornam uma fonte central, formando uma área bem grande. Ficamos lá por algumas horas e decidimos continuar nossa caminhada para um parque ao lado da praça, que tem muitas edificações históricas, algumas com influencia árabe, muitas árvores centenárias e fontes com esculturas em mármore .
Sevilha parece um cenário de filme medieval, tudo é pitoresco. No lado contrário da Praça da Espanha está o centro comercial, lojinhas, restaurantes e bares, todos reunidos em ruelas bem estreitas, as fachadas dos casarios exibem floreiras recheadas de cores e luminárias antigas, deixando tudo bem charmoso. Estávamos na época das "rebajas", que significa promoção...deixando ainda mais atraente a voltinha pelo centro comercial.
E assim deixamos Sevilha, com vontade de voltar...
Agora partiríamos para Paris !! Na casa do namorado da Gabi, o Jean. Finalmente eu ia conhecê-lo pessoalmente.

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domingo, 15 de agosto de 2010

Ibiza

A travessia entre Portimão e Ibiza foi especial em vários sentidos.
Apesar de ser relativamente curta (aproximadamente 600 NM), esta travessia teria como ingredientes a passagem do Estreito de Gibraltar (entre a Europa e a África), a chegada ao Mediterrâneo, a passagem pelo Meridiano de Greenwich (0 graus leste-oeste), mais dois países, mais um tripulante (meu amigo Miguel, português) e a chegada à Meca das festas - Ibiza.
Saímos de Portimão com o padrão normal de ventos locais (nordeste brando pela manhã girando para oeste moderado a tarde, e sem vento a noite), o que nos obrigou a motorar bastante. Nada que alterasse muito o bom astral a bordo. Quando nos aproximávamos do Estreito, já bastante ocupados com as linhas de separação de tráfego que regulamenta o trânsito de embarcações que entram e saem do Mediterrâneo pelo estreito canal de apenas 8 NM entre a Península Ibérica e a Europa, tivemos o primeiro encontro com os ventos do Mediterrâneo que aperecem do nada sem dó nem piedade.
Eu estava de plantão, estávamos com meia Vela Grande içada, Working Jib, orça fechada para fazer ângulo e não entrar muito no canal para não ter problemas com os navios. 12 a 15 nós de vento, solzinho agradável e vento quentinho. A Rafa na cozinha, o Cameron e o Mig dando um descanso. O vento começa a acelerar, monitoro por uns 5 minutos. Passou para 20 com rajadas perto dos 25. Desco para chamar o Cameron para fazermos as manobras para rizar a Grande um pouco mais "Just in Case". Quado volto ao cockpit já tínhamos rajadas de 30 nós. Motor funcionando, Rafinha no leme. Eu e o Cameron enrolamos a Jib, pensamos em rizar ainda mais a Grande, uma rajada perto dos 40 nós tirou nossa dúvida. Seguimos em frente sem velas, só no motor, contra o vento que seguia ganhando força. Não tínhamos como seguir ate Gibraltar, nossa escala programada. Buscamos abrigo em Tarifa, levando quase 3 horas para fazer pouco menos de 4 NM. Seguimos lado a lado com outros 3 monocascos e um catamarã, lutando contra ondas e ventos que chegaram ao máximo de 56 nós. O piloto Automático não deu conta de segurar o barco e tínhamos que nos revezar no leme tomando uma surra das ondas. Ancoramos bem (fundo de areia 8x1 correntexprofundidade), com os ventos se mantendo acima dos 40 nós até a madrugada. Na alvorada seguinte seguimos viagem. Os ventos se mantinham acima dos 25 nós, mas foi tranquilo chegarmos em Gibraltar. Muito bom entrar nesta baía histórica, com Gibraltar pertencendo ao Reino Unido e La Línea na Espanha lado a lado.
Reabastecemos e fomos dar uma volta pela cidade. Decidimos seguir viagem, dobramos Gibraltar e entramos definitivamente no Mediterrâneo.
Fomos costeando, para termos uma viagem mais visual e podermos nos proteger caso outro "Levante" (nome do vento oeste que nos atingiu) resolvesse aparecer. Viagem tranquila, passamos por vários navios de cruzeiro, barcos de pesca, um Pombo Uorreio pegou carona por um tempo, cruzamos a linha do Meridiano de Greenwich (corta a terra verticalmente entre leste e oeste) aonde aproveitamos para fazer uma bagunça mas nada tão dramático como a que fizemos ano passado quando cruzamos a Linha do Equador (corta a Terra horizontalmente entre norte e sul), boa comida, bebidas variadas, musica de primeira a longas conversas ajudavam a passar o tempo.
No fim de tarde do quinto dia, sonzeira rolando, céu avermelhado, um grupo de golfinhos chama a nossa atenção. Quando a turma chega na proa, a Rafinha berra - Baleiaaaaa.... só deu tempo de mudar a rota 30 graus e passar raspando por um gupo de umas 4 baleias, estilo Baleia Piloto.
No dia seguinte fui acordado pelo Mig, que tinha acabado seu turno, dizendo que já conseguia ver as ilhas.
Chegamos em Formentera, uma ilha menor que Ibiza, ao sul desta.
Formentera é uma maravilha natural. Relativamente baixa, a ilha é toda arenosa, areias muito brancas, muitas vezes com afloramentos de grãos rosa, com uma água extremamente transparente para o mergulho, boas ancoragens normalmente com fundo arenoso em frente a praias lotadas de jovens do mundo todo. Beach Bars garantem o petisco da rapaziada, mas com a cerveja a 6 Euros a Rafa acabou fazendo uma garrafa de litro e meio de Caipirinha e eu aproveitei o balde do barco para improvisar a geladeira para 4 ou 9 long necks.
O Cameron e o Mig estavam como criança em dia de festa, animados pelas frequentadoras do local que desfilavam sorridentes com os melões ao vento.
Decidimos dormir em Ibiza, aonde iríamos nos encontrar com o Jô, amigo do Mário (qual Mário: http://www.mariobelem.com/), que é melhor amigo do Mig, que seria nosso anfitrião na Ilha.
Realmente chegar em Ibiza conhecendo alguém do local é especial. Acabamos conhecendo locais ainda não tão turísticos, aprendemos sobre a história local e descobrimos onde comprar as coisas por preços razoáveis. Em Ibiza não poderíamos ter encontrado alguém melhor que o Jô, pessoa de coração enorme, que muito bem nos recebeu. Esperamos um dia poder fazer o mesmo por ele em Floripa.
Ibiza durante o dia é festa nas praias. À noite, festa nos Clubs.
Multidões do mundo todo são ataídas por algumas das mais belas praias do mundo, algumas das melhores Discos do mundo e os melhores DJ´s do mundo. Tanta coisa boa assim junta num mesmo lugar custa caro, no Mediterrâneo multiplique este valor por 3. A solução foi tentar sempre comer no barco, aproveitar os fins de tarde nos Beach Bars e ir para a night apenas após um longo "esquenta" no barco, sempre acompanhados pela "lancheira" na bolsa da Rafinha.
Assistimos a final do Mundial de Futebol em um Beach Bar muito bacana, com estátuas em tamanho real de elefantes em granito branco, e vários telões. Não estava cheio, mas a multidão estava inflamada. Caipirinha a 14 euros, pedimos uma no primeiro tempo e outra no segundo tempo para não dar bandeira, o resto foi a garrafa escondida com a receita que não sei aonde a Rafa conseguiu, mas que produziu litro e meio do néctar. Espanha foi campeã, então imaginem como ficou Ibiza.
Além das festas, o que mais impressiona em Ibiza é a quantidade de dinheiro iteralmente flutuando. São barcos de todas as formas, tamanhos e cores. Um mais caro que o outro. Muitas vezes não acreditávamos no que víamos, centenas de barcos enormes lado a lado, calmamente ancorados em uma água azul anil surreal, a maioria com o som bombando e a festa rolando.
O que poderia parecer um buraco orçamentário na nossa barca acabou se convertendo em uma fonte de renda. Com tanta mulher, a Rafa conseguiu vender várias batas que tínhamos levado numa simples ida e volta pela praia, também vendi algumas, mas meu talento de vendedor foi criticado pela Rafa quando mandei que "é a última moda no verão brasileiro". Ainda bem que não trouxemos biquínis, pois provavelmente não teríamos o que fazer com a parte de cima deles.
Curtimos as festas, as praias e a ressaca de um povo que foi Campeão Mundial de Futebol.
Mas tínhamos que seguir em frente.
Mais uma vez tinha chego a hora de dizer até logo para o Cameron, esta pessoa especial que abriu um mundo maravilhoso, cheios de oportunidades para mim e a Rafa. Uma pessoa que se tornou um amigo de verdade, um Professor excelente, um irmão para a vida toda. Muito Obrigado Cameron, obrigado mesmo!!!
Ele ficaria em Ibiza, esperando a famíla do Boss que chegaria em uma semana Eu e a Rafa seguiríamos para Barcelona.
E o Miguel? O Miguel é um grande amigo, que conheci em 1998. Ele esteve em Floripa, eu morei ao lado de sua casa em Cascais. Dividimos surfadas, festas, acampamentos e roubadas. Tivemos o mesmo Professor. Estávamos na praia dois dias antes de voltarmos para portimão para fazer esta travessia e olhei para ele... era o parceiro ideal para Ibiza... Nem pensei, já intimei... Mig, que que o amigo acha de ir a Ibiza de veleiro? Ele aceitou na hora e acabou superando as espectativas. Amizade de verdade é assim... 12 anos sem se ver... Valeu Mig!!!
Em Ibiza chegou ao fim a velejada deste ano, as a Barca 2010 agora vai desvendar os segredos da Europa.
Passamos 3 dias em Barcelona, eu vim para a Praia Grande, em Sintra (Portugal) para fazer mais um Intercâmbio com a Portugal Surf Academia e finalmente surfar e a Rafa vai conhecer a Europa (Espanha, França e Itália) que sempre foi o sonho dela.
Mas isto já é outro post.
Um grande abraço a todos
Manuel e Rafaela

quinta-feira, 29 de julho de 2010

De Portugal para Ibiza

video


Chegamos finalmente no sul de Portugal. Maravilhoso ver as imensas pedras verticais douradas de dentro do mar, dava vontade de parar o barco e ir nadando para as praias que se formavam ao longo do costão, cada paraíso...incontáveis mini baías com areia branca e cavernas que se formavam na beira do mar.
Já protegidos do vento norte, seguimos entrando em direção ao Estreito de Gibraltar, conseguimos uma ancoragem perfeita em Portimão (Algarve) e depois da tradicional comemoração em um dos muitos barzinhos a beira do mar, resolvemos alugar um carro eu, Mané e Cameron e ir para Lisboa encontar a Ju, minha amiga desde tempos de colégio que estava dando um tour pela Europa e que estaria naquele momento em Portugal para nos encontrarmos.
Depois de Lisboa, fomos todos a Cascais, para a casa do Xino e Joana, a família do Mané em Portugal e lá tivemos uma semana maravilhosa, conhecendo Sintra e os arredores da região !!
O dia mais emocionante foi o dia do jogo BrasilxPortugal, a Karina e o Lucas (meus amigos que moram na Itália, ela também minha amiga de colégio) foram assistir o jogo conosco em Cascais, a torcida brasileira estava pronta...tinha churrasco com farofa e tudo!! Foi demais poder encontrar minhas amigas na Europa !!
Depois de Cascais, retornamos à Portimão, com a Ju junto que passou conosco três dias...aproveitamos todas aquelas praias de areia branca e as cavernas nas falésias, incrível como é lindo!!
De volta ao trabalho eu, Mané e Cameron preparamos o barco para velejar até Ibiza. Recebemos a bordo o Mig, amigão do Mané que mora em Portugal, muito gente boa, agora eram quatro pessoas na tripulação. Passamos pelo Estreito de Gibraltar (porta de entrada para o Mar Mediterrâneo), onde pegamos um tempo feio, com rajadas de vento de 50 nós, e também cruzamos o Meridiano de Greenwich. Tivemos uma velejada curtindo boa música e jantares regado a vinho, uma breve preparação para o que nos esperava em Ibiza!
Foram cinco dias até chegar em Formentera...mais uma etapa, mais um paraíso !

domingo, 25 de julho de 2010

De Açores, enfim para o Continente








Nossa última estadia em Açores deixou saudades, passamos cinco dias na ilha de São Miguel tentando conciliar o trabalho (de volta ao veleiro), com os lugares mágicos que a ilha possui. A natureza lá é uma das mais exuberantes, uma mistura de imensas zonas verdes de pastagem, lagoas entre vulcões adormecidos, cachoeiras e vulcões ativos.
Impressionante como a natureza vulcânica está próxima da vida de seus habitantes. A vila se forma exatamente na boca do vulcão... e a fumaçinha que sai debaixo da terra, entra através das portas das casas, e sai pelas janelas, fazendo lembrar para os que ali passam, que a Mãe Natureza existe, e que ela é poderosa. Foi para mim uma experiência impressionante, eu nunca tinha estado em um vulcão ativo, e agora estava nele, sentindo o seu cheiro.

Zarpamos deixando além de saudades, os amigos que fizemos. Dentre eles o Rui e a Daniela, um casal muito gente boa que nos levou para conhecer a ilha, e a Rafaela (uma amiga nossa brasileira que encontramos por acaso), juntamos todos e fizemos vários jantares e passeios.
Fomos à Ferraria, que é um vulcão na beira do mar, onde o costão forma uma piscina natural e quando a água do mar entra por entre as pedras, ela sai aquecida. Incrível! Eram quase uma hora da manhã, tinha que ser maré baixa e estava muito frio, fomos sentir a sensação de tomar banho de mar quente à noite. Foi realmente fantástico! Somente as estrelas no céu, não tinha lua, estava tudo muito escuro, não podia ver as pedras e o que tinha em volta do costão...tínhamos que ir tateando...era só sentir e ouvir! Quando entrava uma onda, a corrente nos empurrava para as pedras onde tinha o vulcão, para uma espécie de caverna...e para não entrarmos na caverna, tínhamos que fincar nossos dedos no chão para segurar nosso corpo, e a areia era tão quente que quase queimava os dedos...eu ficava imaginando que a lava do vulcão estava embaixo de nós...logo ali!!! Realmente uma das sensações mais loucas que tive!
Depois desta experiência, já estávamos prontos para deixar Açores, a nossa idéia era ir para Lisboa, mas o vento norte estava tão forte e constante que não conseguimos subir, e então tivemos que seguir para sul de Portugal. A travessia foi cansativa, o barco balançava muito, pois quando tentávamos ganhar grau rumo norte, as ondas e o vento ficavam contra nós, fazendo o barco bater forte na água, deixando a vida a bordo pouco confortável.
Foram cinco dias que mais pareceram vinte, na verdade estávamos muito ansiosos em chegar, estaríamos finalizando a nossa travessia no Oceano Atlântico, e isto causava uma mistura de sensações, como adrenalina, alívio e felicidade!
Avistamos terra quando estava amanhecendo, eu estava dormindo, então acordei com o Mané me chamando...corri para fora e o Continente estava lá!
Conseguimos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Video da Dupla nos Açores - Parte 1



Video sobre a chegada nos Açores, Marina da Horta, Bar do Peter, e nossa passagem pela Ilha de Sao Jorge.

domingo, 4 de julho de 2010

Cruzamos o Estreito de Gibraltar







Depois de enfrentar ventos de mais de 50 nós e ter que ancorar em Tarifa para passar a noite em melhores condiçoes, finalmente chegamos a Gibraltar, do outro lado do Estreito de Gibraltar, aonde começa o Mediterrâneo.
Ventos ainda acima dos 30 nós, mas vamos seguir em frente rumo a Ibiza.
Obrigado a todos que torceram pelo sucesso da nossa aventura.
Manuel e Rafaela

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Aventuras nos Açores














Desde a nossa saída de Cuba eu via Açores muito longe, ainda tínhamos que fazer a travessia no Oceano Atlântico, muita água a rolar, eu procurava não pensar muito no futuro, tentava aproveitar cada dia e me fazia sentir que chegar em Açores era um sonho, e agora estávamos na reta final, a um passo de acordar para este sonho que um dia foi distante. O tempo passa rápido para os que vivem intensamente, eu lembro que ainda em Florianópolis eu imaginava...”vamos atravessar o oceano”, para mim era um desafio, eu sabia claramente dos riscos, mas estava disposta a viver esta aventura. Eu já tinha sobrevivido aos 38 dias a bordo quando fizera a travessia do oceano Pacífico, agora seria mais fácil, mesmo assim, o friozinho na barriga batia quando eu via no mapa Mundi que em algum momento estaríamos no meio do nada, num lugar muito distante, e quando eu estive lá me senti um grão de areia no deserto de Saara, e esta experiência faz você ser eternamente grato por simplesmente estar vivo. Todo mundo se pergunta...”porque atravessar o oceano e passar 12 dias dentro de um barco?”... Eu acho que o mundo é tão grande pra ficar parado no mesmo lugar sempre, o que são 12 dias (tempo que passamos entre Bermuda a Acores) de 365 dias do ano? Realmente não é nada, mas suficiente para viver uma experiência que muda a nossa maneira de pensar e valorizar a vida.
Chegar em Horta-Açores foi uma sensação incrível, de conquista e de muita alegria. Quando pisamos em terra fomos direto a um café tomar nosso breakfast , matei minha saudade de comer um misto quente de verdade e comecei a sentir meu corpo cambalear. Caminhamos nas ruas exercitando as pernas e admirando a cidade com suas casinhas açorianas.
Fiquei encantada...andava pra lá e pra cá...curtindo as vielas que davam sempre em outra viela com mais e mais casinhas açorianas.
Eu Mané e Cameron fomos comemorar nossa travessia no Bar do Peter, famoso entre os cruzeiristas, tomando vinho da Ilha do Pico, queijo da Ilha de São Jorge e bolinhos de bacalhau...foi tão bom que resolvemos ir comemorar todos os dias, durante os 5 dias que ficamos em Horta.
Depois de pintarmos nossa marca, da Duplaventura no chão da Marina da Horta, eu e Mané estávamos prontos pra pegar “férias”, saímos do barco e fomos curtir nós dois em Açores, o Cameron ficou no veleiro com os proprietários que haviam chego de avião, e combinamos de nos reencontrar novamente depois de 15 dias na Ilha de São Miguel.
Resolvemos eu e Mané pegar um ferry e ir passar uns dias na Fajã de Santo Cristo na Ilha de São Jorge, a ilha mais rural entre as nove ilhas que compõe o arquipélago. Desde que estávamos na Flórida, ou melhor, desde que nos conhecemos, a vontade do Mané era me levar na Fajã de Santo Cristo, um lugar que ele já estivera em 1998 e dizia ser o lugar mais encantador do planeta...era o sonho dele de retornar lá e de me levar junto, eu só podia me sentir grata e feliz da vida de poder ajudar ele a realizar este sonho!! Não tinha problema...eu me levava pra ele!!!
Saímos de Horta carregados com nossas mochilas, barraca, fogareiro, chuveiro, sacos de dormir, comida, talheres, panelas, lanterna, prancha de surf...uma completa estrutura de camping que compramos na Flórida na loja “Outdoorworld”, uma loja incrível que existe tudo o que se possa imaginar para camping, caça, pesca e esportes radicais, tudo a um preço que não dava pra resistir.
Saímos cedo de Horta e pegamos um ferry que levou uma hora pra chegarmos em São Jorge, eu tava feliz da vida, estava indo acampar de verdade com o amor da minha vida, num lugar que ele dizia ser o seu paraíso!
Da última vez que o Mané esteve na Fajã ele fez a trilha tradicional, a que sai dos Cubres, mas 12 anos se passaram e agora tinha uma nova trilha, pouco tradicional que só descia e que era mais alta. Eu gostei da idéia de só descer, tava parecendo uma tartaruga com a mochila nas costas, não sei se agüentaria a caminhada, descer era mais fácil que subir.
Pegamos um táxi que nos deixou na entrada da trilha do Topo, entre as nuvens, estávamos a 950 metros de altura, tinha uma neblina que não se via cinco metros na frente, encaixamos as mochilas nas costas e começamos lentamente a caminhar, abrimos uma porteira e entramos em outro mundo...o silencio das montanhas retratava ainda mais o canto dos pássaros e o vento que soprava, sabíamos que estávamos bem alto, mais a neblina ainda não deixava agente ver lá embaixo, então íamos seguindo a trilha que era bem aberta e marcada, tentando imaginar o que encontraríamos pela frente. De repente estávamos no meio das montanhas, não batia mais vento, a neblina começou a se dissipar então tivemos a consciência de onde estávamos, me senti da mesma forma que me sentira a uns dias atrás no meio do mar, no meio do nada, agora era no meio de imensos paredões verdes que pareciam nos apreciar...” dois pontinhos insignificantes que ousam me desafiar”, a montanha pensou.
Caminhávamos tranqüilos e devagar apreciando a grandiosidade da natureza, começamos a entrar em áreas de pastagens com vaquinhas e terneiros, de repente um mirador de onde se via o mar, uma ponte, ruínas de casas onde já moraram pessoas, e uma cachoeira...lindo, lindo, lindo...quanto mais descíamos mais coisas íamos encontrando, surpresas por todo o caminho...eu ainda caminhava com energia, ansiosa pra chegar na Fajã, o tal lugar paradisíaco que tanto o Mané me falava.
Último mirador: a Fajã de Santo Cristo! Lá de cima se via uma vila rural de frente para o mar, magnífico. Depois de uma hora e meia caminhando, finalmente chegamos, era outro mundo, um mundo que parecia ter parado no tempo, as casas feitas de pedras e as ruas eram trilhas, parecia Machu Pichu no mar. A montanha subia vertical com diversos tons de verde, tudo parecia mágico. Realmente era maravilhoso!
Procuramos um lugar para acampar, o espaço que o Mané tinha acampado em 1998 não existia mais, muita coisa tinha mudado, mas para mim, aquilo era o original. Fomos então ao lado da Igreja, que era o lugar que dizia na internet que se podia acampar e começamos a montar nossa nova barraca. Estávamos felizes da vida, nossa casa era linda e confortável, fizemos um chá de hortelã colhido no nosso terreno e fomos passear pela vila, caminhamos em volta da caldeira (uma lagoa de água salgada onde de criam as ameijôas).
Voltamos para casa e ventava forte, resolvemos fazer um reforço com uns canos metálicos e pedras na barraca para que ela agüentasse o vento, ainda não era noite e fomos dormir. Acordamos eram uma da manhã com um barulho ensurdecedor do vento que descia com toda força pela montanha e que parecia querer nos arrancar dali, ficamos assustados e resolvemos ver o que acontecia lá fora, uma ventania vinda de todos os lados, colocamos mais um cano metálico agora dentro da barraca para segurar ainda mais, e tudo o que encontrávamos em nossa volta, era utilizado para tentar fazer o máximo de peso na barraca, pois ela chegava a dobrar até o chão de tanto vento que tinha, entramos de volta e tentamos dormir. Vinte minutos de sono e o vento aumentava, agora o barulho era ainda pior, parecia uma grande onda vindo do mar e eu tinha a sensação que ela nos arrastaria, talvez um tsunami? Ou um furacão? Não tínhamos pego nada parecido com isto no mar, estávamos realmente ficando preocupados, fomos de volta lá fora ver como tudo estava, e eu já não agüentava meu corpo no vento, tinha que me agachar para que o vento não me arrastasse, resolvemos pegar mais cordas e tentávamos amarrar a barraca em tudo o que podíamos ver. De volta para dentro e de olhos arregalados pensamos o que poderíamos fazer, nada...tínhamos que esperar a tempestade acabar, tentamos dormir mais um pouco, mais o teto da barraca chegava e encostar nos nossos rostos e eu empurrava ela de volta com meus pés. Resolvemos pegar fio dental e eu tinha comigo agulha de costura, fomos novamente para fora e costuramos ela de um jeito para segurar ainda mais o chapéu da barraca porque se chovesse estaríamos literalmente ferrados. Amanheceu, fiz um café com leite condensado para aquecer e saímos em busca de outro lugar mais protegido do vento para mudarmos a barraca, não tinha. Todo lugar tinha vento e era propriedade privada, cheguei até pensar em entrar pela janela de uma casa, não víamos ninguém na rua para pedirmos ajuda e o vento ainda forte, parecia que trazia chuva. Não deu tempo de chegarmos na barraca antes da chuva, eu olhava para o mar e via mini redemoinhos de vento, assustador. Chegamos de volta e a barraca estava destruída, a lata de leite condensado tinha virado e sujou tudo por dentro, e nós molhados tiramos os canos metálicos e as pedras e começamos a arrastar tudo para a lateral da Igreja foi quando vimos um banheiro que pertencia a Igreja, banheiros limpos, bem amplos e com duchas, não pensamos duas vezes levamos tudo para o banheiro masculino, lavamos tudo nas duchas e penduramos para secar, e tudo que não tinha molhado, por sorte nossos sacos de dormir, levamos para o banheiro feminino, e ali mesmo fizemos uma macarronada pegamos nossos sacos de dormir e capotamos. Foi quando apareceu no banheiro uma senhora que literalmente nos salvou, falou que tinha um quarto na casa e que nós poderíamos ficar lá. Não tinhamos outra opção.
Hoje podemos falar que se não fosse a tal tempestade não teríamos conhecido a Senhora Gilda e o Seu Baltazar, que nos adotaram e nos cederam o quarto que era no piso inferior da casa deles.
Foram dois dias de tempestade dentro da nossa nova casinha, que era muito aconchegante e quentinha, e no terceiro dia abriu o solzão!!! Céu azul, tudo verde e brilhando, andávamos pela vila, parecia que começava uma vida nova naquele lugar, o Seu Baltazar disse que era fim de um inverno rigoroso. Encontramos mais pessoas pelas ruas curtindo o sol, entre eles a Catarina e o Francisco, que estavam numa pousada trancados durante a tempestade. Foram tres dias de paciencia, teria sido mais facil ter ido embora, mais decidimos esperar a tempestade acabar e no final de tudo fomos presenteados com o sol e com os amigos que fizemos, mesmo passando pelas dificuldades foi um aprendizado, e fiquei surpresa comigo mesmo quando percebi que eu tinha mantido o controle total da situacao, sem ter entrado em desespero.
Um dia passava após o outro, e íamos curtindo tudo o que a Fajã podia nos proporcionar, caminhamos para a Fajã dos Cubres, uma trilha linda de uma hora sempre contornando a costa do mar, o Mané surfou e eu tomei banho de Lagoa. Teve um dia que decidimos dar uma volta na Ilha, tínhamos que achar telefone público ou internet, então fizemos a trilha para os Cubres e conhecemos um fotógrafo, o Bruno que naquele momento estava a trabalho tirando fotos da ilha para alguma revista, com sua amiga Raquel que mora na ilha e conhece todos os paraísos daquele lugar. Pedimos a eles uma carona até a vila mais próxima, onde podíamos usar telefone, e acabaram nos convidando para acompanhar eles na expedição fotográfica...nem acreditamos, tínhamos guia turística, fotografo e carro, foi magnífico, almoçamos nós quatro uma comida típica num restaurante bem aconchegante, visitamos cachoeira, vilas, praias...e também a Fajã de São João. Na volta pedimos para eles nos deixarem na entrada da trilha do Topo, a primeira que fizemos quando chegamos, já era tarde e descemos trilha abaixo em uma hora, tentando chegar antes de escurecer, estávamos maravilhados de poder estar ali outra vez, repetindo a trilha mais linda de todas que já fiz.
Chegamos em casa e a Gilda já nos esperava com uma janta maravilhosa, para mim, só a sopa de entrada já estava bom demais, mas acho que ela queria me fazer engordar, teve um dia que ela fez um almoço de frutos do mar...polvo, lapas e ameijôas...tudo de mais típico do local!!
Um outro dia decidimos ir com nossos amigos para Santo Antão, ia ter uma tourada açoriana, alugamos um carro nós quatro e podemos ir a outras vilas da ilha, todas também rurais e charmosas, assistimos a tourada e o Mané inventou de participar, fiquei tensa sentada no muro com medo dos quatro touros que eram bravos por natureza e eram soltos para correr atrás do povo. Um evento tradicional, todos da comunidade iam assistir... crianças, idosos, jovens, não importava a idade, era um evento social que ninguém podia faltar, mas só alguns participavam da brincadeira realmente, enquanto toda a comunidade ficava protegida em algum lugar mais alto onde o touro supostamente não iria. Eu e Catarina ficamos num muro, ele passava embaixo de nossos pés, eu tremia de ver ele, o Mané e o Francisco levaram um corridão, era impossível não rir...Não havia maltrato contra o touro, já está no sangue ele ser assim tão brabo, diferente do que acontece em Florianópolis, onde as pessoas maltratam o touro tentando deixar ele nervoso, coisa que sou totalmente contra.
Voltamos a Fajã de Santo Cristo, mais uma janta da Dona Gilda nos esperava...e assim passamos 12 dias maravilhosos, em meio a natureza e com pessoas mais maravilhosas ainda, que nos ensinaram muito sobre a vida naquele lugar.
Um dia antes de nossa partida, o seu Baltazar nos levou para conhecer o paraiso, como assim? Para mim nos ja estavamos no paraiso, mas ele dizia que ainda existia um lugar mais bonito que aquele, pegou sua mota e comecou a subir a montanha atraves de uma trilha, a mesma que tinhamos feito, mas agora caminho ao contrario. Chegamos no topo, era a sua outra casa e de la se podia ter uma visao geral de toda a Faja, realmente era o paraiso!
Fizemos nossas malas e o Seu Baltazar nos levou de mota para a Fajã dos Cubres para pegar o taxi até o aeroporto, foi uma emocionante despedida com promessas de retornar em breve...chegou o dia de nos encontrarmos com o capitão, em São Miguel.
Eu estava estasiada, sem duvidas uma das experiencias mais marcantes de toda a minha vida, e eu e Mane mais felizes do que nunca!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Chegamos a Portugal











Olá Amigos

Chegamos a Portugal bem, após levar 5 dia e meio entre Ponta Delgada e Portimão.
Nosso plano inicial era chegarmos a Cascais, ao lado de Lisboa.
Infelizmente, no final do segundo dia de travessia, o vento norte que tinhamos na previsão entrou muito mais intenso que o previsto e não nos permitiu ganhar altura (subir rumo norte) suficiente para chegarmos a Cascais.
Acabamos seguindo direto para o Algarve, região ao sul de Portugal, na entrada do Mediterrâneo, aonde ancoramos por uma noite dentro dos molhes de Portimão, depois colocamos o barco na Marina e alugamos um carro para reencontrarmos os amigos de longa data em Cascais.
Acabamos ficando 3 noites na casa do Xino e da Joana, com seus filhos Índia, Becas (Filipa) e Xavier, amigos que considero minha família aqui em Portugal, que eu já não via a 4 anos.
Como já era esperado, a recepção e a alegria do reencontro foi grande, ainda mais por também termos nos encontrado com a Juliana, a Karina e o Lucas, elas amigas de infância de Rafa nos tempos do Coração de Jesus, e ele, uma pessoa de primeiríssima que casou com a Karina e esta fazendo uma Pós-Graduação aqui em Portugal.
O Churrasco correu solto no jogo do Brasil, graças ao contato com um Açougueiro brasileiro, foi só carne de primeira, vinho melhor ainda e muita gelada para ver o 0x0 do BrasilxPortugal.... no final todos saimos ganhando.
A Rafa esta preparando alguns videos do que rolou nos Açores e na travessia.
Um grande abraço a todos
Mané e Rafa