quinta-feira, 2 de junho de 2011

Brava recebendo um bom trato da Duplaventura





Mãos à obra! Com a Duplaventura não tem tempo ruim, metemos a mão na massa pra deixar nosso veleiro nos trinques!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O barco nos achou!!!

Bom dia turma

Aqui estamos, Polipat Boatyard, do lado francês da ilha de Saint Maarten.
Este foi o local escolhido para corrigir os problemas do Brava para podermos seguir rumo sul e fugir da temporada de furacões aqui no Caribe.
Como a Rafa já falou, eu já estou aqui a um longo tempo, já se vão quase 100 dias nesta ilha.
O período que estive aqui foi de intenso aprendizado, muito trabalho, angústia sem tamanho e realizações maiores ainda.
Vim para cá no início de março, logo depois do carnaval, para conferir um barco com um enorme potencial.
A 5 anos vinha buscando nosso veleiro. Buscando compulsivamente.
Após nosso retorno da Europa, no fim do ano passado, não tivemos descanso. Iniciamos a construção da nossa casa, tentando tê-la pronta para o início do verão.
Como todos que já construíram uma casa sabem, o processo é lento.
No fim de janeiro, com a casa "quase pronta" a algum tempo, eu e Rafa já estávamos exaustos da aventura que tínhamos entrado. Mas não podíamos parar. Era mais uma importante etapa dentro do nosso planejamento.
O trabalho dos dois (ela vendendo e decorando na Santa Maria Casa e eu na Primeiras Ondas, minha Escola de Surf), somado com a construção da casa estavam nos consumindo. Pouco tempo para a família, pouco tempo para os amigos, pouco tempo para nós mesmos. Menos tempo ainda para a minha compulsão. Procurar nosso Veleiro.
A 5 anos era exercício diário. Entrar na internet, acessar os principais sites de anúncio de veleiros do mundo (yachtworld.com, cruisersforum.com), ir fuçando, abrindo, lendo, aprendendo, sonhando, buscando... compulsivamente...
Já não acontecia mais assim, as visitas diárias estavam cada vez mais raras, chegou fevereiro, a casa ainda "quase", o orçamento mais no "quase" ainda, já estava ficando raro sonhar com um tempo livre, um churrasco com a turma, uma tarde com a família, uma trilha só nós dois... mesmo assim uma noite, depois da Rafa que dormia no sofá acordou e me chamou da rede para a cama, resolvi tentar mais uma vez. Não que pensasse em achar nosso Veleiro, nossa casa, nosso sonho. Só queria ver, sair, fugir, entrar em um daqueles veleiros com a Rafa e sair, viajar, viver...
Sequência padraõ, hotmail. orkut, yachtworld... nada no hotmail, nada no orkut. Penso que não posso esperar notícias se não dou noticias.
Yachtworld... Vou para o mecanismo de busca, penso no nosso orçamento, penso que não posso nem pensar em ter um Veleiro neste momento, penso na casa, escolho o tamanho padão, de todas as pesquisas pelo menos nos últimos dois anos, 40 a 46 pés, idade máxima 31 anos (1980 para cima), lembro que não posso sonhar alto, escolho uma margem de valor bem abaixo da pesquisa padrão, para ver o que tem de mais barato no mundo, já pensando em ver centenas de barcos que raramente iria perder mais que alguns segundos, os mais abandonados, os mais estranhos, os que mais precisam de trabalho... só queria sair, entrar em um deles, pensar na sequência de remendos, nos valores das peças de reposição, parar de pensar em tijolo, cimento e areia...
Página carregada, listagem na tela, primeiro é um Samson que já estava a venda a algum tempo, valor baixou de 65 para 39, não é meu estilo, o segundo é um fibrocimento, nem de grátis... o terceiro, novidade... já conhecia mais da metade dos barcos a venda, mercado parado, preços baixando, ninguém vendendo... mas este era novidade. Uma rápida olhada me fez esquecer do sono, do caminhão de areia que ia chegar na outra manhã, na Van que tinha que alugar para levar os alunos para a Lagoinha do Leste...
Projetista: Rob Perry... Tamanho: 44... armado em Cutter... Mais de 600 litros de água... 250 de Diesel... dois camarotes confortáveis... cozinha pensada para travessias... banheiro com box separado... cockpit profundo e confortável... quilha longa... skeg... muito bem ventilado... com radar.... piloto automático....velas novas...
Entrei no site do projetista (www.perryboat.com), no do estaleiro www.tashingyachts.com.tw, e gritei para a Rafinha... Lelaaaaaa.... achei nosso barco!!!
Ela já tinha me ouvido falar uma 30 vezes esta frase, mesmo assim veio ver, cambaleando de sono, também querendo voltar a sonhar.
Mandei um email para o Broker, ele me respondeu no outro dia. Mandei um email para o Dani, parceiro de velejadas daí de Floripa, da Vargem Pequena, que tinha barco na Ponta das Canas e que estava morando aqui com seu veleiro (www.veleiromema.blogspot.com) para conferir ao vivo o barco e os estragos, ele deu o aval e um mês depois cheguei aqui.
Dormi uma noite apenas na nossa casa, a Rafa ficou para terminar as obras. No avião vim pensando em como as coisas acontecem quando menos esperamos, desde que não fechemos as portas.
Cheguei no aeroporto, o broker me esperava. Fomos direto do aeroporto para o dingy, e para o Veleiro. Já o conhecia por fotos e informações técnicas que garimpei antes de vir, mas foi como reencontrar um velho amigo. Chegamos pela popa, na hora soube que era nosso barco. E na hora o barco soube que tinha me encontrado.
Levei mais um mês para dormir nele, para ter a posse, para poder começar a reforma. Neste mês a Rafa fez milagres em Floripa, terminando a casa e mandando o dinheiro para a compra. Se dividindo entre bancos, Receita Federal, lojas de materiais de construção e a construção da casa. Três dias depois que eu mudei para do barco do Dani para o nosso a Rafa chegou.
Desde então estamos arrumando, trocando, cortando, colando, lixando e trabalhando. Em alguns dias estamos até mais cansados que naqueles dias do verão passado em que estávamos construindo a nossa casa sem tempo para sonhar.
Mas hoje vemos que estávamos e estamos vivendo nossos sonhos, mesmo sem muitas vezes perceber.
Muitas vezes esquecemos do que caminhamos até chegarmos ao ponto que estamos.
Hoje sabemos que não encontramos o barco, ele nos encontrou. Ainda não encontrei ninguém que acredite que eu achei o barco na internet do Brasil. O barco já estava visado por pelo menos meia dúzia de compradores, 99% deles moradores da ilha, vizinhos de poita. Todos olhando para ele como abutres esperando, alguns chegaram a oferecer mais dinheiro para que o negócio não fechasse... Mas não, o barco por algum motivo nos escolheu, e as coisas se encaixaram perfeitamente para que o negócio acontecesse. A ex-proprietária é uma pessoa maravilhosa que estará sempre nos nossos corações. Ela ficou tão feliz quanto nós. Mesmo negando a possibilidade de fazer mais dinheiro, ela aceitou a decisão do Veleiro. It´s not about money, the Boat is yours... disse ela.
Nunca poderíamos ter sonhado com um barco mais perfeito para nós dois.
Agora estamos com ele fora da água, refazendo os estragos que sofreu no ano passado no furacão Earl, com o corpo todo coçando com o pó de fibra de vidro, ainda sonhando....
mas isto já é assunto para outro post.


Abração a todos

Mané da Brava

terça-feira, 24 de maio de 2011

Notícias de Saint Maarten

Era sete horas da manhã, mais uma noite com chuva e vento forte, era o quinto dia consecutivo que chovia e também o quinto dia tentando consertar o motor do barco. O motor do nosso veleiro é um motor de carro à diesel, diz o Mané...motor de Kombi, e graças ao curso que ele fez em Floripa de motor marítimo e também por ser curioso, finalmente estávamos colocando o "bichinho" pra funcionar. Foi aquela alegria quando ele pegou...foi feito de tudo, foram cinco dias direto trocando peças, desmontando outras e revisando todo o sistema e eu ajudando como podia, pegando ferramentas e limpando o óleo que escorria para a sentina.

Bom...deixa eu começar pelo começo: Compramos nosso veleiro!!!!! Achamos nosso veleiro em Saint Maarten, Caribe, e graças a ajuda dos amigos Dani, amigão de Ponta das Canas que mora aqui com a família num veleiro (www.veleiromema.blogspot.com), e Cameron, nosso amigo e capitão das antigas aventuras no Morning Calm, pudemos realizar nosso antigo sonho de ter um veleiro só nosso!!! Na verdade dizemos que foi o veleiro que nos encontrou e não nós que o encontramos, pois como muitos acreditam, veleiro também tem alma, e ele estava abandonado esperando um casal que tivesse coragem e determinação para colocá-lo novamente ao mar. O "Revelator" nome do veleiro que compramos, tem sua história, ele ano passado no mês de setembro, aguentou durante 12 horas um rebocador de um lado e outro veleiro do outro, no meio de um furacão com ventos de 200 Km/h, deixando alguns rombos na proa e na junção do casco com o convés. Os danos foram mais estéticos, nada abalou a estrutua, e por conta disto, o veleiro foi colocado a venda a um preço muito acessível, ou melhor dizendo, absurdamente barato. O trabalho de fibra a ser feito no veleiro está tranquilamente dentro da possibilidade do Mané fazer, e o resto é nada mais nada menos manutenção que todo e qualquer veleiro necessita antes de se aventurar pelo mar. Here we are!!! Colocando a mão na massa para deixar o nosso "Brava" nome que iremos trocar, em homenagem à sua bravura em aguentar no meio de um furacão, toneladas no peito. She is Brave!!!! O veleiro tinha que ser nosso, ele tem um vaso de manjericão (o Mané ama colocar manjericão no comida, sempre tivemos plantado na sacada do apartamento) e um pote gigante de milho de pipoca (eu amo pipoca e sempre tenho em casa ou no barco), sem falar que o veleiro tem todas as características que sempre elegemos como importantes e fundamentais quando comprássemos um. A nossa casa flutuante é realmente uma casa, maravilhosa, com tudo que uma casa tem e ainda mais...um quintal para o mundo!!

Faz um mês que cheguei em Saint Maarten, o Mané faz mais de dois meses...enquanto eu terminava a construção da nossa casa em Florianópolis, ele estava aqui trabalhando e de olho no veleiro. Nosso planejamento é terminar a reforma do Brava para mais ou menos dia 15 de junho zarparmos em direção á Curação, antes...parando nas ilhas que fazem parte do Caribe. A temporada de furacão inicia em julho e queremos estar bem longe com o nosso Brava. Estamos muito atarefados e concentrados na reforma, já fizemos a troca de 80% da instalação hidráulica, trocamos quase 90% da iluminção tradicional para as LEDS (economia de energia), reformamos o dingue que estava murcho e todo furado, consertamos o motor do dingue...um 25 hp, e o motor do veleiro, que foi até agora a parte mais trabalhosa, além de muitos projetos e compra de ferramentas e equipamentos. Se o tempo permitir, iremos tirar o Brava da água esta semana para podermos dar início no trabalho de resina, troca do estaiamento, instalação da bimini com o novo painel solar, pintura do envenenado no casco e troca de baterias. Isto são tarefas essenciais para que possamos zarpar, o resto faremos com tempo e calma. Ahhhhhhhh, compramos também uma churrasqueira portátil, essa não podia faltar! Colocamos algumas fotos do nosso veleiro que é projeto do Robert Perry, um conceituado projetista que se destaca em projetar veleiros de cruzeiro com bom desempenho e segurança. A marca do veleiro, digamos assim, é um Tatoosh 42 pés, com plataforma de popa que deixa o veleiro com 44 pés. Bom...acho que deu para dar uma idéia do que está acontecendo por aqui...

Aguardem que ainda tem muita aventura pela frente!
Abraço aos amigos!!

domingo, 3 de outubro de 2010

FELIZ 2011

Desejamos que em 2011 você seje ainda mais feliz que em 2010.

Desejamos que você encontre alegria em coisas simples, que ria de qualquer coisa, que agradeça pelos bons momentos, e aprenda com aqueles não tão bons.

Desejamos que você passe mais tempo com seus amigos, família e com você mesmo.

Desejamos que em 2011 você busque, encontre e aproveite as oportunidades e conquistas!!


Estamos atualmente em uma nova aventura: construindo nossa casa!

Mas sempre sonhando e planejando a futura viagem, que sempre será a nossa segunda casa...em algum lugar do mundo...

Abraço a todos,

Rafinha e Mané.



domingo, 19 de setembro de 2010

De volta para casa











Chegou a hora de voltar para casa.
Estamos chegando nesta segunda a Floripa, e convidamos a todos a participarem do churrasco na Marina Ponta Norte, na Ponta das Canas, na próxima quarta, dia 22 de setembro.
Obrigado meu Deus por mais um ano mágico em nossas vidas!!!
Mané e Rafa

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Enquanto isto na Italia...

A Gabi ficou em Paris por mais duas semanas para depois retornar ao Brasil, e eu segui viagem. Agora para a Itália, sonho antigo é verdade... mas foi graças ao empurrãozinho da Karina e do Lucas (ela minha amigona desde época de colégio), que eu comprei a passagem e fui conhecer a casa deles na Itália, na cidade de Cesena. Eles estariam no Brasil, de férias, então disponibilizaram a casa pra eu tomar como base e conhecer outras cidades da Itália.
Agora eu estava sozinha na estrada, uma mistura de adrenalina e emoção. Ainda em Paris, na casa da Gabi, eu tirava algumas horas por dia para organizar minha viagem, já estava tudo programado...hosteis reservados e datas agendadas. Nestes meses de alta temporada tava tudo lotado, então reservei tudo com antecedência, conseguindo hosteis bem localizados a preços ótimos.
Cesena ficava num lugar que parecia distante olhando no mapa...mas seguindo todas as instruções da Ka, consegui depois de avião, trem e caminhada, chegar na pitoresca cidade onde a Ka e o Lucas moram. Daí entendi porque eles não querem mais sair de lá...um encanto de cidade! Daquelas bem italiana, com ruelas estreitas, flores nas janelas e todos andando de bicicleta...falando alto e fazendo saudações. Peguei a bicicleta da Ka, que tinha cestinha e tudo e saí pedalando...fui me perdendo e quanto mais eu me perdia mais eu gostava...fui descobrindo as sorveterias, os bares, o mercado, a internet, a igreja, a avenida principal, as edificações históricas, os cafés...
A minha vontade era ficar mais tempo em Cesena, mas o meu tempo já não era tão longo e eu tinha um bucado de cidades pela frente...
Então peguei o trem e fui para Veneza. Que emoção!! Eu estava em Veneza, eu não acreditava...Peguei o telefone público e liguei para o Mané e falei que eu estava na Barra da Lagoa da Europa...e ele só ria.
Fiquei num Hostel Camping, o quarto que reservei era uma tenda de lona (uma barraca grande) com dois beliches, mas as pessoas da recepção foram com a minha cara e me botaram sozinha num bangalô com ar condicionado e banheiro privativo, pelo mesmo preço, não reclamei. O Hostel Camping tinha uma super estrutura...piscina, supermercado, restaurante, internet...mas não deu tempo de aproveitar muito, pois eu passava os dias me perdendo em Veneza que é indescritível, só indo lá pra ver o quanto ela bonita, exótica e apaixonante.
Deixei Veneza maravilhada, e fui de trem para Florença. Esta cidade sim, eu criava muita expectativa, tantas vezes me imaginei lá, e agora era verdade, eu estava em Florença!
Fiquei novamente em um Hostel Camping, desta vez fiquei mesmo na tenda, e por sorte me colocaram numa sozinha. O Hostel Camping para quem não conhece tem uma estrutura igual a um hotel cinco estrelas, a única diferença é que se dorme em barracas de lona com beliches e o banheiro é um único para todos (feminino e masculino separado). Experiência aprovada, noites super confortáveis.
Realmente Florença é um museu á céu aberto...as esculturas em mármore branco são coisas surpreendentes, foram esculpidas superdimensionadas e com as proporções perfeitas a de um corpo humano. Florença é uma cidade mágica, cada esquina tem um detalhe para observar, as construções são todas em pedra e robustas, criando um estilo bem particular. Caminhei em todos os cantos possíveis, os sorvetes...provei quase todos os sabores, só para ter certeza se é mesmo o melhor sorvete do mundo...por enquanto para mim era!
Depois de Florença, peguei novamente o trem e fui para Cinque Terre, que é um Parque Nacional, famoso pela sua trilha a beira de um penhasco que passa por cinco vilas, todas com casinhas coloridas encrustradas nas montanhas, um visual realmente diferente de tudo o que eu já tinha visto, um lugar que parecia um sonho!
Fiquei num hostel nas montanhas...uma delícia, parecia uma fazenda, parrerais por todo o lado e cheirinho de pão no forno logo cedo. Eu pegava um ônibus (Green Bus)que levava quinze minutos para chegar no Parque, este caminho já tirava meu fôlego, o ônibus tinha que descer o penhasco sinuoso em ruas estreitas, eu olhava atentamente para baixo, o mar azul cristalino dominava a cena. Chegando no Parque eu tinha a opção de seguir as cinco vilas de trem, ou caminhando. No primeiro dia optei ir de trem, fui curtindo o visual, em alguns trechos o trilho passava por túneis dentro das rochas e o restante da viagem o trilho ficava na beira do penhasco, com o mar Mediterrâneo ao seu lado. Na volta fui parando em todas as vilas, descia do trem e ia conhecer a fundo estes lugarejos que são fantásticos, realmente incríveis!
No outro dia fui caminhando através da trilha, que é totalmente cercada e orientada, os visuais são maravilhosos, de um lado a montanha verde com casinhas umas coladas nas outras, e no outro lado o mar. Peguei dias com chuvas e mesmo assim fiquei encantada, imagina curtir este lugar com sol...com certeza vou voltar...e com o Mané.
Era hora de ir, deixei Cinque Terre pensando que poderia ter curtido mais, com certeza é um lugar para se ficar no mínimo cinco dias, para poder também aproveitar as praias. Agora eu ia seguir para o meu destino final, Roma, mas antes fiz uma parada em Pisa, para ver a Torre e conhecer a cidade de Lucca, que é uma cidade Medieval toda murada, e com as edificações em pedra.
A Torre de Pisa é realmente um espetáculo, ela é torta mesmo, e a noite é mais bonita ainda por ser toda iluminada, a cidade não tem grandes atrativos, o que realmente faz ela ser famosa é ver a Torre e ter a sensação de que ela vai cair.
Lucca é uma cidade encantadora, está a meia horinha de Pisa, cheguei bem cedo e aluguei uma bicicleta já na entrada principal da cidade e passei o dia todo pedalando. É muito interessante, porque para qualquer direção que você pedala, ao chegar nos extremos , sempre vai dar de cara com o imenso muro que limita a cidade. E dentro das muralhas tem uma cidade que parece cenário de filme, só falta mesmo as carruagens e as mulheres com aqueles vestidos enfeitados e leque na mão.
Roma! Cidade impressionante, as ruínas do império Romano estão espalhadas por toda cidade fazendo dela um monumento, é assim que se pode descrever Roma, ela por si só é um monumento!
O Coliseo foi para mim, a ruína mais impressionante que vi em toda a viagem, e sabendo de tudo o que se passou ali, se torna muito mais emocionante olhar para ela! Para tudo que se olha nesta cidade é uma emoção, a grandiosidade das edificações parece que torna o ser humano pequeno, e assim você começa a imaginar como e por quanto tempo as edificações foram esculpidas de uma maneira tão perfeita, sem máquina, somente com a mão e força humana.
Mais uma etapa da viagem foi finalizada, eu tinha feito a minha Europa, satisfeita e feliz agora eu seguiria novamente para Portugal, ao encontro do meu Amor.
Obrigada Ka e Lucas!
Obrigada Mami e Papi, que estiveram comigo viajando junto!
E obrigada Amor da minha Vida!
Obs/ em breve video com fotos.

Enquanto isto em Paris...

O que falar de Paris?
Sabe aqueles lugares que você cria muita expectativa, e quando chega...não era tudo aquilo que você imaginava...
Paris não é assim.
Paris superou minhas expectativas.
Já no avião deu pra ver a Torre Eiffel, pode ser tolice...mas bateu uma emoção.
Agora eu estava sendo orientada pela Gabi, ela conhecia bem a cidade e o melhor de tudo, falava francês. Chegamos na casa do Jean (namorido da Gabi) , que me recebeu super bem, comprou colchão e pintou o banheiro, um querido.
Estávamos em Paris, e eu estava na melhor maneira, convivendo com franceses, assim eu conheceria melhor a cultura, também os lugares não turísticos e a comida típica. E foi assim durante as duas semanas que fiquei com eles.
A Gabriela se tornou cozinheira profissional, além dos pratos que ela aprendeu quando trabalhou como chefe de cozinha na Austrália, agora sabia algumas receitas francesas, como a famosa torta de Batatas com Bacon e a Raquete (não sei se é assim que se escreve, mas o que importa é que é bom demais...). Ahhhh...também tinham os pratos brasileiros, dos quais o Jean adorava, então íamos variando um a um, dia após dia.
Paris é uma cidade totalmente VIVA, tem milhares de coisas para fazer, pra ver e pra inventar...
Pode-se sair a qualquer hora do dia, sempre vai ter uma multidão nas ruas...mas a cidade fica mais bonita realmente é a noite, quando se pode ver um burbilhão de pessoas fazendo pic nic nas margens do Rio Sena, ou simplesmente caminhando pra lá e pra cá, curtindo as noites quentes do verão. Paris tem uma energia envolvente, da pra sentir que ela está em harmonia, ela é grande mas ao mesmo tempo se torna pequena, pois tudo está conectado e se pode chegar caminhando.
Os supermercados são incrivelmente baratos, é verdade...come-se os mais variados tipos de queijos e bebe-se os melhores vinhos a preço de banana. Até os restaurantes tem um preço justo. Fomos em um que se localiza no Bairro Saint Michel, paguei 10 euros e veio uma entrada de escargô (também não sei como se escreve, mas não gostei muito não...), o prato principal era carne cozida no vinho com batatas e uma sobremesa. O bairro Saint Michel é um charme, é lá que se encontram os restaurantes e pubs com uma decoração bem típica francesa, tudo com florzinha, tudo pequenininho e bem característico, uma delícia caminhar a noite por lá.
De dia eu e a Gabi saíamos para passear, um passeio que durava o dia todo, já que o Jean estava trabalhando (alguém tem que trabalhar neh)...ela ia me mostrando a cidade Parisiense. Já no metrô era uma diversão, observávamos cenas interessantes e engraçadas, um corre corre dos mais diferentes tipos de pessoas, ali sim tinha um pedaço de cada mundo. Alguns metrôs eram novos e tinham ar condicionado mas a maioria eram velhos, com paredes amarelas e estofados roxos, tocadores de gaita de mão agitavam as viagens, teve um dia que a Gabi começou a bater palma acompanhando a música, e todos começaram a bater também, foi contagiando todo mundo e os sorrisos começaram a aparecer, nunca rimos tanto em toda nossa vida!
Não cansávamos de passear...cada dia era um lugar novo e até repetimos os lugares, mas em horários diferentes, então sempre pegávamos uma novidade...um show na praça...o sol na fachada...entrada gratuita...e até frio pegamos.
Por falar em entrada gratuita, fomos no Museo do Louvre no primeiro domingo do mês (que é de graça), tinha uma multidão mas valeu a pena...vi a Mona Lisa de longe, tava bem difícil de chegar perto de tanta gente que tinha.
A Torre Eiffel ? Ahhh a Torre Eiffel...realmente um espetáculo! Subimos nela até o topo no entardecer, então pegamos ela toda iluminada...e ver a cidade lá de cima à noite é realmente incrível!!!
O passeio de barco pelo Rio Sena foi para mim um dos melhores passeios, mas tem que ser a noite. A cidade é vista em outro ângulo e tem um guia turístico que vai falando da história de cada lugar.
Certo dia a Gabi me levou para conhecer uma outra cidade bem perto de Paris, Saint Germain in Laye. ENCANTADORA! Parece uma cidade de boneca, bem pequena e toda bem decorada, as docerias são um espetáculo a parte, tortas e bolos que parecem obras de arte. As lojas e boutiques tinham produtos muito diferentes, decoração pra casa, roupas, acessórios, tudo bem criativo...um dia ainda volto pra Paris com uma mala vazia.
Ainda bem que deixamos o Chateau de Versalles por último, porque é tão maravilhoso e assim pudemos fechar Paris com chave de ouro. Se eu ficar aqui contando todos os lugares que fomos o texto que já está grande vai ficar maior ainda, então vou deixar as fotos falarem por si.
Obrigada Gabi e Jean, pela hospitalidade e por me apresentarem Paris da melhor forma possível! AMEI!